Análise: Vasco mostra eficiência contra o Melgar, mas paga caro pela retranca e erros defensivos
- Gigante da Colina abriu dois gols de vantagem no placar e cedeu o empate
- Coutinho e Vegetti foram os destaques do Cruzmaltino
Por Aniele Lacerda

De volta à Sul-Americana, o Vasco da Gama não estreou com o pé direito ao enfrentar o Melgar no Peru. Contou com uma noite feliz do seu setor ofensivo, principalmente com Vegetti e Coutinho. Responsáveis pelos gols da equipe de Fábio Carille, a dupla deixou o Cruzmaltino com boa vantagem no placar, superando um dos obstáculos, a altitude de Arequipa. No entanto, os minutos finais foram tensos para o time carioca, que não segurou o resultado positivo e cedeu o empate.
O empate em si não é um resultado ruim para o Gigante da Colina, mas a forma que aconteceu deixou um sabor amargo para os torcedores. O time criou boas chances, superou as adversidades e construiu uma vantagem razoável, com uma eficiência que merece destaque. Em um certo momento do confronto, o Vasco tinha três finalizações no gol, com 100% de aproveitamento. Por outro lado, pagou um preço alto por recuar demais e permitir a reação do rival.
Observador na etapa inicial, Carille percebeu que Benjamín Garré e Paulinho estavam abaixo do que poderiam render. Com isso, o treinador foi estrategista e voltou com duas alterações para a etapa complementar, Rayan e Jair. Assim, o clube carioca conseguiu voltou a dominar as ações no jogo e ampliou a vantagem com Vegetti após boa assistência de Nuno Moreira.
Com o resultado nas mãos, o Gigante da Colina tinha a opção de ficar com a posse de bola e tirar a velocidade do Melgar, que buscava uma reação diante do seus torcedores. Preocupado com o avanço do adversário e em uma tentativa de segurar o resultado, Carille decidiu administrar o resultado com a entrada de um terceiro zagueiro, Lucas Oliveira, mas depois sofreu dois gols nos últimos 10 minutos.
Sobre as falhas defensivas, o Vasco sofreu três gols de cabeça, com adversários que têm menos de 1,80m de altura. Por exemplo, no lance do segundo gol, Mauricio Lemos perdeu o tempo da bola e jogador estava livre para balançar a rede. O uruguaio até alegou ter recebido um empurrão, mas a reclamação não ficou clara no replay da jogada. Já no lance do empate a situação se repetiu dessa vez com Lucas Piton. A altitude até pode ser uma desculpa para os erros, já que a velocidade da bola é diferente, porém não é a primeira vez que a marcação deixa a desejar.
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