Caso Daniel Alves: os próximos passos após sentença que o absolveu do crime de agressão sexual
- Procuradoria Superior da Catalunha vai apresentar recurso
- Tribunal de Justiça apontou 'insuficiência de faltas'
Por Aniele Lacerda

Mais um capítulo no caso Daniel Alves! Recentemente, o ex-jogador do Barcelona e Seleção Brasileira foi absolvido pelo crime de agressão sexual. Na ocasião, o Tribunal de Justiça indicou uma "insuficiência de provas", o que provocou a revogação da pena anterior - quatro anos e seis meses de prisão.
O ex-jogador estava em liberdade condicional desde março de 2024 e aguardava o seu julgamento. Assim, o magistrado composto por três mulheres e um homem decidiu por unanimidade que o depoimento da acusadora não provou a culpa do baiano de 41 anos. Enquanto isso, a Procuradoria Superior tentava aumentar a pena para nove anos de detenção.
"O tribunal rejeita os recursos e absolve o acusado, deixando sem efeito as medidas cautelares impostas."
- Decisão do TSJC
Nesta quarta-feira (2), segundo apuração do site ge, a Procuradoria Superior da Catalunha informou que apresentará um recurso. O órgão afirmou que não tem a mesma convicção do Tribunal de Justiça. Além disso, o caso apresenta várias lacunas, imprecisões, contradições e incoerências.
O ex-lateral do Barça é acusado pelo crime de agressão sexual a uma mulher de 23 anos em uma boate na capital catalã na madrugada do dia 31 de dezembro de 2022. Desde o momento da acusação Dani Alves mudou sua versão dos fatos cinco vezes. Inicialmente, alegava que nunca tinha visto a mulher. Na sequência, em um depoimento para a polícia, revelou que tinha entrado no banheiro com a jovem, mas nada aconteceu. Já quando estava preso declarou à juíza que a relação foi consensual e passou a responder em liberdade após pagar fiança no valor de R$ 5,4 milhões. No Brasil ele é representado pela advogada criminalista Graciele Queiroz, que se identifica como especialista em falsas acusação de violação sexual.
"Até porque ele passou 1 ano e 4 meses preso por um crime que ele não cometeu. Então, caber recuso, cabe sim."
- Graciele Queiroz à TV Globo
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