Opinião: Racing confirma favoritismo na Recopa contra um Botafogo apático e sem rumo
- Botafogo voltou a ser dominado pelo Racing e foi derrotado merecidamente na Recopa
- Alvinegro não aproveitará nada da "pré-temporada" após títulos perdidos

Enquanto o Rio de Janeiro está vivendo o clima de carnaval, a torcida do Racing foi a única que pôde festejar antecipadamente no Estádio Nilton Santos. Uma nova vitória dos argentinos por 2 a 0 contra o Botafogo, fechando a decisão da Recopa Sul-Americana com placar agregado com quatro gols de vantagem, foi absolutamente merecida e muito comemorada por aqueles que trabalharam para a conquista de mais uma taça internacional.
Racing controlou as ações e dominou final da Recopa contra o Botafogo
Em seu último ato como técnico interino do Botafogo, Cláudio Caçapa agradou o atual grupo de jogadores e notadamente se esforçou para tentar contribuir da melhor forma possível. O profissional conseguiu ao menos diminuir a tensão no vestiário em relação ao antecessor Carlos Leiria, mas foi incapaz de tornar o Avinegro competitivo em nenhum dos jogos sob seu comando.
Apesar da entrada de Jair no lugar de Danilo Barbosa e com o retorno de Gregore no meio-campo, o Glorioso mais uma vez demonstrou grande desequilíbrio tático, com a defesa muito exposta por diversos momentos diante de jogadores bem qualificados como Salas e Vietto. Com quatro jogadores ofensivos, os cariocas tentaram chegar ao terço final sem nenhum plano estratégico bem definido, apostando exclusivamente na individualidade dos jogadores.
Os comandados de Gustavo Costas exploraram bem os espaços cedidos pelo adversário e só não conseguiram abrir o placar principalmente devido à mais uma boa atuação de John, que evitou uma goleada histórica no confronto da Recopa. Contudo, o Botafogo voltou ainda pior do intervalo com mais falhas técnicas e táticas, permitindo que o Racing conseguisse encaminhar o seu título logo nos primeiros minutos, quando Zaracho deixou o banco de reservas para superar o goleiro alvinegro.
Finalmente, aos 23', Zuculini marcou o gol do título aproveitando uma grave falha de Alex Telles na tentativa de saída de bola, sendo esta uma cena que se repetiu durante toda a “pré-temporada” do atual campeão do Brasileirão e da Libertadores. Apesar da diferença na posse de bola, o Racing foi amplamente dominante no jogo de volta graças à pressão alta e roubos de bola fundamentais, protegendo muito bem o meio-campo e acelerando nas transições ofensivas com boas definições.
Estatísticas de Botafogo 0x2 Racing
Botafogo | Racing | |
---|---|---|
Posse de bola | 70% | 30% |
Finalizações | 14 | 19 |
Chutes no alvo | 2 | 10 |
Passes (certos) | 441 (388) | 187 (122) |
Defesas do goleiro | 8 | 2 |
Faltas | 17 | 8 |
Dribles | 4/14 (29%) | 10/15 (67%) |
Desarmes | 7 | 18 |
Fonte: Sofascore
Racing constrói cultura vencedora e chega forte para a Libertadores
Independentemente das condições atuais do Botafogo, o Racing mereceu muito mais o título da Recopa Sul-Americana por trabalhar desde o início de janeiro pensando na competição. Vale destacar que este confronto é muito valorizado e assistido no futebol sul-americano, consistindo em uma taça continental, a qual ajuda na criação de uma cultura vencedora no clube.
Diego Milito não escondeu a felicidade de levantar o troféu ao lado de todo o elenco e do técnico Gustavo Costas, que comemora seu aniversário nesta sexta-feira (28) da melhor forma possível. Os mais de quatro mil torcedores que ocuparam seu espaço no Nilton Santos e outros milhares que estiveram nas praias do Rio de Janeiro durante a última noite certamente não esquecerão dessa vitória histórica. Tudo isso sem contar os milhares que ocuparam o tradicional Obelisco, em Buenos Aires, logo após o apito final, demonstrando o gigantismo de uma torcida que havia ficado décadas sem títulos internacionais antes de quebrar o jejum diante do Cruzeiro, na Copa Sul-Americana.
O "Botafogo Way" de John Textor não está funcionando mais
Enquanto os argentinos celebraram seu oitavo título continental, John Textor jogou fora a medalha de prata e disse que “não se importa” com a disputa de “torneios de marketing”, em uma tentativa falha de minimizar mais uma derrota de sua gestão. O empresário da SAF do Botafogo desrespeitou milhões de torcedores com uma pré-temporada em que serviu somente para destruir todo o processo quanto ao estilo de jogo de 2024, deixando absolutamente nada restante da equipe campeã graças a uma desastrosa “pré-temporada”.
Por fim, passar 55 dias sem nenhum técnico para fechar contrato com um treinador que estava livre no mercado desde dezembro é assinar mais um atestado de incompetência, enquanto busca justificativas para evitar um discurso sincero com a torcida do Botafogo e afirmar que está 100% focado em tentar livrar o Lyon do rebaixamento na Ligue 1. Sem confiança, títulos, moral e com uma relação de grande desgaste com a torcida, o Botafogo inicia 2025 como coadjuvante no futebol brasileiro.
Leia mais sobre o futebol brasileiro em:
feed