Números ruins e inéditos do sistema defensivo do Inter sob o comando de Mano Menezes ligam sinal de alerta
Por Fabio Utz
Desde a chegada de Mano Menezes, no ano passado, o Internacional pouco perdeu - o técnico, inclusive, volta e meia relembra este baixo número de derrotas. No Brasileirão de 2022, por exemplo, foram apenas 31 gols sofridos. Mas a sequência atual, com a defesa sendo constantemente vazada, faz o torcedor se preocupar.
Como relembra o GE, com o atual treinador o Colorado jamais havia levado gol em seis partidas seguidas. Às vésperas do início da Série A, é preciso conviver com esta estatística nada agradável. Grêmio, Esportivo, Caxias (em dois confrontos), Independiente Medellín e CSA conseguiram balançaram a rede vermelha, e até com certa facilidade.
Boa parte dos lances têm origem em jogadas pelas pontas. Para a finalização, em muitas delas o adversário, dentro da área, apareceu livre para completar, seja pelo chão ou pelo alto. O goleiro Keiller falhou, e os zagueiro Vitão e Mercado, sinônimos de segurança até a virada para 2023, caíram de produção.
Neste sábado, o Inter estreia no Campeonato Brasileiro diante do Fortaleza, no Ceará. Mano, insatisfeito com a produção colorada, deve abrir mão de homens com características mais ofensivas para reforçar o setor de marcação no meio-campo. A partir daí, pensa-se em um novo modelo de equipe que possa, sim, estancar essa 'sangria' e trazer de volta a confiança ao torcedor vermelho.